Putin determina apuração sobre enchentes que mataram 170

Presidente russo quer saber que ações as autoridades locais tomaram para evitar a catástrofe

GELENDZHIK, RÚSSIA, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2012 | 03h04

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ontem a abertura de investigações para apurar se foi feito o suficiente para evitar que mais de 170 pessoas morressem nas inundações que atingiram o sul da Rússia na semana passada. O anúncio foi feito um dia após o líder viajar à região afetada pelas enchentes para lidar diretamente com o primeiro grande desastre de seu novo mandato.

Putin, que já foi criticado pela lenta reação a catástrofes anteriores, disse no sábado, após visitar as regiões inundadas em Krasnodar, que repassará verbas para construção de novas casas para as vítimas das piores cheias em décadas região - considerada relativamente rica e forte em agricultura e turismo.

Um gabinete de crise montado pelo Ministério do Interior russo afirmou que o equivalente a dois meses de chuva caiu em algumas horas na noite da sexta-feira. A maioria da vítimas, muitas delas idosos pegos de surpresa enquanto dormiam, morreu por afogamento.

A polícia disse que sobreviventes subiram em árvores e nos telhados para ficar acima das águas, que inundaram o andar térreo de edifícios e criaram fortes correntezas nas ruas.

As chuvas continuaram em algumas áreas costeiras ontem, incluindo na cidade mais afetada, Krymsk, onde ao menos 139 pessoas foram encontradas mortas, segundo agências de notícias russas. "O comitê de investigação vai checar as ações de todas as autoridades - como a notícia (ou alerta da inundação) foi dada, como poderia ter sido dada, como deveria ter sido dada e quem agiu de que maneira", disse Putin durante reunião em Krymsk.

O tráfego ferroviário foi retomado, depois de ter sido suspenso no sábado. Um porta-voz do porto de Novorossiisk, que é a principal saída para o trigo da Rússia - o segundo maior exportador do grão no mundo - e também um importante entreposto de carregamento de petróleo, disse que as atividades do local seriam retomadas ontem. / AP

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