John Moore/Getty Images/AFP
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Putin defende uma coalizão para combater o terrorismo que não exclua Assad

Em seu primeiro discurso na ONU em 10 anos, presidente russo criticou a estratégia americana de armar oposição moderada ao líder sírio

Cláudia Trevisan, ENVIADA ESPECIAL/NOVA YORK, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2015 | 13h51

NOVA YORK - Em discurso realizado duas horas após Barack Obama na Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente russo, Vladimir Putin, defendeu uma coalizão mundial para o combate do terrorismo que não exclua o dirigente sírio, Bashar Assad. Putin apontou para as consequências desestabilizadoras de intervenções internacionais no Oriente Médio e na África e criticou a estratégia americana de armar a chamada oposição moderada a Assad.

Em sua opinião, a ação levará ao surgimento de novos grupos extremistas, equipados com ajuda dos Estados Unidos. O presidente russo apontou para a situação no Iraque e na Líbia como exemplos das consequências negativas de intervenções externas nas regiões. O primeiro foi alvo de uma guerra unilateral iniciada pelos Estados Unidos em 2003 e o segundo, palco de ação militar aprovada pela ONU em 2011. Segundo ele, milhares de combatentes que se unem à fileiras do Estado Islâmico saem do Iraque e da Líbia, “destruída” pela intervenção da ONU.

Em sua opinião, é um erro não colaborar com o governo sírio na guerra contra o Estado Islâmico e outros opositores. “Assad está lutando contra o terrorismo”, afirmou. Obama reiterou na ONU a posição americana de que qualquer solução para o conflito sírio deve incluir o afastamento de Assad.

Sem mencionar os Estados Unidos, mas em uma óbvia referência ao país, Putin afirmou que a crença de alguns em seu “excepcionalismo” e “impunidade” nunca foi abandonada.

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