Mikhail Klimentyev/Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
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Putin diz que EUA não precisavam ter saído do Acordo de Paris, mas evita criticar Trump

Presidente da Rússia afirmou que, agora, países devem pensar no que devem fazer

O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2017 | 05h18

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi duramente criticado por diversos líderes mundiais por ter abandonado o Acordo de Paris. No entanto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reprimiu a ação de Trump. 

A resposta do líder russo ocorreu em um fórum em São Petersburgo, no noroeste da Rússia, na sexta-feira, 2. "Não se preocupe, seja feliz", brincou Putin quando perguntado sobre o assunto. "Vocês não deveriam fazer barulho sobre esse tema e sim criar as condições corretas para o trabalho conjunto". 

Com um discurso ultranacionalista, no qual descreveu o Acordo de Paris como uma conspiração global para prejudicar a economia dos EUA, Donald Trump anunciou na quinta-feira a decisão de retirar o país do tratado que tem a adesão de 195 nações. Trump propôs uma renegociação, rejeitada pela Europa e China. 

Putin disse ainda que, em sua visão, era possível que os EUA não tivessem deixado o acordo porque "era possível mudar as obrigações dos Estados Unidos dentro do acordo". "Mas o que foi dito, foi dito. E agora precisamos pensar no que fazer". 

O mandatário russo comentou que a pressão sobre o meio ambiente está aumentando, resultado de ações humanas e processos naturais. "Essas questões requerem estudos aprofundados, pesquisa e análise. Está claro que temos que trabalhar nossa política, nossa linha de ação e ser responsáveis e efetivos", disse. 

A Rússia é o maior produtor de petróleo e o quinto maior emissor de gases efeito estufa do planeta e o país é um dos 195 que assinaram o acordo de Paris durante a administração de Barack Obama. 

Apesar disso, a redução voluntária das emissões do país está entre as mais baixas, permitindo aos russos emitirem mais nos próximos anos, e não menos. / AP

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