Sergei Bobylyov / TASS / Reuters
Sergei Bobylyov / TASS / Reuters

Suspeitos de envenenar ex-espião russo são civis e não têm histórico criminal, diz Putin

Presidente afirma que a Rússia identificou os homens acusados pelo Reino Unido de conduzir o ataque, e pede a eles que se apresentem à imprensa para contar suas histórias; Londres alega que mandatário está mentindo

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2018 | 04h29
Atualizado 12 Setembro 2018 | 10h07

VLADIVOSTOK, RÚSSIA - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira, 12, que a Rússia identificou os dois homens apontados pelo Reino Unido como suspeitos de envenenar o ex-espião russo Serguei Skripal com um agente neurotóxico em março. O mandatário afirmou que eles são civis, e não agentes de informação militar, como alega Londres, e que nenhum deles tem "histórico criminal". Contudo, para o Reino Unido, Putin está mentindo.

"Pedimos diversas vezes à Rússia que explique o que aconteceu em Salisbury em março, e eles responderam com ofuscação e mentiras", disse um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, a jornalistas. "Esses homens são oficiais do serviço de inteligência militar russo, o GRU, que utilizaram uma arma química ilegal e terrivelmente tóxica nas ruas do nosso país."

Putin pediu que os suspeitos se apresentem à imprensa e "contem suas histórias". "Sabemos quem são, os encontramos. Mas esperamos que eles mesmos apareçam para dizer quem são", afirmou ele no Fórum Econômico Oriental. "São civis, naturalmente. Asseguro que não há nada criminal."

O governo britânico afirma que o ataque foi executado por dois membros do GRU, identificados como Alexander Petrov e Ruslan Boshirov - que poderiam ser nomes falsos, de acordo com as autoridades -, e emitiu ordens de prisão.

Relembre: reunião da Opaq sobre caso Skripal

Londres acusa a Rússia de responsabilidade no ataque, o que desencadeou uma crise diplomática entre o Kremlin e os países ocidentais. Serguei Skripal e sua filha, Yulia, sobreviveram ao envenenamento, assim como um policial que os ajudou.

O Reino Unido e mais de uma dúzia de países expulsaram 150 diplomatas russos de seus territórios. A Rússia, por sua vez, adotou uma medida semelhante em retaliação. Em agosto, o país foi alvo de sanções impostas pelos EUA e Londres em razão da acusação de participação no caso. Moscou nega envolvimento. / AFP e AP

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