EFE/Presidencia de Perú
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Putin diz que relação com Obama foi difícil, mas que sempre houve respeito

Presidentes se encontraram em Lima no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que aprovou uma declaração a favor do livre-comércio e contra o protecionismo

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2016 | 07h23

LIMA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no domingo que dialogar e trabalhar com seu colega americano, Barack Obama, que deixará o cargo em janeiro, foi difícil, mas destacou que sempre houve respeito mútuo.

"Observamos que, apesar de o diálogo entre nós ter transcorrido de maneira difícil - pode-se dizer que foi difícil trabalhar um com o outro -, o presidente Obama e eu assinalamos que sempre nos respeitamos mutuamente, assim como nossas posturas", declarou o líder russo, segundo o canal de televisão RT.

Putin e Obama se encontraram em Lima na reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que aprovou uma declaração a favor do livre-comércio e contra o protecionismo.

Em declarações a jornalistas russos, Putin enfatizou que agradeceu Obama pelo "trabalho conjunto" e lhe expressou que, em qualquer momento, "se o considerar possível e se houver necessidade e desejo" ficaria encantado em vê-lo na Rússia.

Além disso, Putin ratificou que na conversa por telefone que teve esta semana com o presidente americano eleito, Donald Trump, ambos confirmaram "suas intenções de normalizar" as relações bilaterais.

Obama e Putin tiveram no domingo uma conversa informal em Lima no início da cúpula de líderes do Apec, na qual conversaram sobre Ucrânia e Síria, segundo informou a Casa Branca. O presidente americano pediu a Putin para "respeitar" os compromissos assumidos pela Rússia dentro dos acordos de Minsk sobre a Ucrânia, de acordo com um funcionário americano de alto escalão.

Por outro lado, Obama enfatizou a "necessidade" de que o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, continuem buscando opções, junto com a comunidade internacional, "para diminuir a violência e aliviar o sofrimento do povo sírio".

A relação entre Putin e Obama nunca foi fluente e piorou nos últimos anos, sobretudo em razão da guerra na Síria e do conflito da Ucrânia e, mais recentemente, pela acusação americana de que Moscou teria lançado ataques cibernéticos para manipular as eleições presidenciais, vencidas por Trump. / EFE

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