Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP

Putin diz que Rússia está preparada para novas sanções globais

Presidente afirma que país continuará a ajudar separatistas da Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 14h59

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disseram nesta quinta-feira, 24, que a Rússia criou ferramentas de segurança suficientes para sobreviver à volatilidade do mercado e que o país “está preparado” para novas sanções e restrições por nações de todo o mundo.

À mídia estatal, Putin enfatizou aos líderes estrangeiros que eles não deveriam empurrar a Rússia para fora do sistema econômico global. “Não vamos infligir danos ao sistema da economia mundial em que nós mesmos estamos”, disse ele. “Parece-me que nossos parceiros devem entender isso e não se impor a tarefa de nos empurrar para fora desse sistema.”

Peskov, por sua vez, disse que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para garantir que a reação do mercado seja a mais breve possível. A Rússia prometeu responder de maneira severa às sanções anunciadas pela União Europeia (UE), afirmando que elas "não vão impedir" Moscou de ajudar os separatistas pró-russos da Ucrânia. 

"Conforme o princípio da reciprocidade, que é a base do direito internacional, vamos tomar severas medidas de retaliação", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em um comunicado. "Essas medidas pouco amistosas da UE contra a Rússia não vão impedir o desenvolvimento progressivo" dos laços entre Moscou e os separatistas ucranianos e "a entrega de ajuda" a esses grupos pró-russos. 

Os países ocidentais preparam, nesta quinta-feira, uma bateria de amplas sanções econômicas contra a Rússia, no intuito de bloquear seu acesso aos mercados de Europa e Estados Unidos. 

A UE já instaurou uma "restrição" às capacidades de financiamento do Estado russo, seu governo e Banco Central. 

Depois que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o reconhecimento dos separatistas, Berlim suspendeu a certificação do estratégico gasoduto Nord Stream 2, uma infraestrutura já concluída para levar energia da Rússia para a Alemanha. /Washington Post, Reuters, AFP

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