Putin diz que tomaria Kiev em duas semanas se quisesse, segundo jornal

Declaração acrescentou uma nova dimensão às tensões na crise ucraniana e teria sido dita em uma conversa por telefone entre Putin e o presidente da Comissão Europeia

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2014 | 15h50


MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que poderia "tomar Kiev em duas semanas" se ele quisesse, segundo a imprensa europeia. A declaração acrescentou uma nova dimensão às tensões na crise ucraniana e teria sido dita em uma conversa por telefone entre Putin e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

O Kremlin não negou imediatamente a fala, que foi publicada pelo jornal italiano La Repubblica na segunda-feira. Nesta terça-feira, 2, porém, o governo russo acusou Barroso de vazar detalhes de uma conversa telefônica que "Putin acreditou ser privada".

"Independente se essas palavras foram ditas ou não, do meu ponto de vista, a declaração foi divulgada fora de contexto e tem um significado absolutamente diferente", disse Yuri Ushakov, um conselheiro do Kremlin, segundo a agência de notícias Interfax. O que ocorreu, segundo o conselheiro, não está ao "nível de uma personalidade política séria".

A declaração também foi confirmada por outras fontes à revista alemã Der Spiegel, que afirmou que Barroso relatara a conversa na reunião de líderes europeus do sábado. / NYT

 

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