EFE/EPA/GUIDO BERGMANN / GERMAN FEDERAL GOVERNMENT
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Putin diz ter tido 'boa' conversa com Trump

Ainda neste domingo, Putin afirmou que faz sentido que um bloco econômico poderoso como a União Europeia queira se defender militarmente, ideia que Macron defendeu e presidente americano criticou

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2018 | 16h58

PARIS - O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que teve uma "boa" conversa com o presidente americano, Donald Trump, neste domingo, 11, em Paris, em paralelo aos atos para comemorar o fim da 1ª Guerra.

"Sim", respondeu Putin, ao ser consultado por um jornalista sobre se havia conseguido conversar com Trump, de acordo com a agência russa de notícias Ria Novosti. "Boa", acrescentou o presidente russo, ao ser questionado sobre como foi a conversa.

O chefe de Estado russo não deu nenhum detalhe adicional sobre sua conversa.

Mais cedo, em declaração à emissora Russia Today, Putin afirmou não ter conversado com Trump, e eles tinham apenas se cumprimentado.  "Nos cumprimentamos. A cerimônia estava organizada de tal forma que não podíamos nos falar entre nós", disse.

Mais tarde, o porta-voz de Putin, Dimitri Peskov, disse que ambos os líderes se cumprimentaram durante o almoço em Paris, mas não tiveram a oportunidade de ter uma conversa completa. Quando se separaram, disseram: "Até que voltemos a nos encontrar". 

Os dois líderes devem se reunir durante a cúpula do G20 em Buenos Aires, no fim de novembro. 

Exército

Ainda neste domingo, Putin afirmou que faz sentido que um bloco econômico poderoso como a União Europeia queira se defender militarmente.

Os comentários foram feitos depois que Trump tuitou ao chegar a Paris na sexta-feira dizendo que a sugestão do presidente francês, Emmanuel Macron, de um exército europeu é “muito insultante”.

“A Europa é uma entidade econômica poderosa, uma união econômica poderosa e é natural que queira ser independente, autossuficiente e soberana em questões de defesa e segurança”, disse Putin à televisão RT.

Trump não viu com bons olhos os comentários que Macron fez em uma entrevista à rádio Europa 1 nesta semana, na qual ele parece apontar os Estados Unidos como uma ameaça.

Discutindo o crescente perigo da pirataria cibernética, a intromissão externa nos processos eleitorais e a decisão dos EUA de se retirar de um tratado de mísseis, Macron disse que a Europa precisa se proteger contra a China, a Rússia “e até mesmo dos Estados Unidos”.

Mais tarde, na mesma entrevista, falou da necessidade de um exército europeu, dizendo: “Confrontados com a Rússia, que está nas nossas fronteiras e que mostrou que pode ser ameaçadora... precisamos de uma Europa que possa se defender melhor por si só, sem depender apenas dos Estados Unidos”.

Depois que eles se encontraram no sábado, Trump e Macron tentaram minimizar as diferenças, dizendo concordar com a necessidade de a Europa gastar mais em defesa. 

Um assessor de Macron disse que a reprovação de Trump foi baseada em um mal-entendido. / REUTERS e AFP 

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