Putin é agraciado com prêmio chinês da paz

Duas estudantes de intercâmbio receberam um prêmio de paz chinês, nesta sexta-feira, em nome do presidente russo Vladimir Putin, que foi homenageado por engrandecer o status da Rússia e esmagar forças contrárias ao governo na Chechênia, informaram os organizadores do Prêmio Confúcio da Paz, que foi concedido pela primeira vez no ano passado.

AE, Agência Estado

09 de dezembro de 2011 | 14h47

O objetivo da premiação é ser uma alternativa ao Prêmio Nobel da Paz, que em 2010 foi concedido ao prisioneiro e dissidente chinês Liu Xiaobo. A cerimônia deste ano ocorreu um dia antes da entrega do Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. A organização do Nobel fez novos apelos para que a China liberte Liu.

A organização do Prêmio Confúcio da Paz anunciou no mês passado que Putin havia sido o agraciado deste ano, afirmando que durante sua presidência, entre 2000 e 2008, ele "promoveu melhorias notáveis ao poder militar e ao status político da Rússia". O combate às forças contrárias ao governo na Chechênia também foi citado.

A justificativa parece duvidosa, tendo em vista as tendências autoritárias das políticas de Putin e sua reputação de prender rivais políticos e reprimir críticos ao governo.

Os protestos realizados em Moscou contra as eleições parlamentares, que teriam sido marcadas por fraudes, representam o maior desafio enfrentado por Putin, que quer voltar à presidência no ano que vem.

Qiao Damo, presidente do Centro de Pesquisas pela Paz Internacional da China, disse esperar que as estudantes russas de intercâmbio, que aparentemente foram selecionadas para substituir Putin, consigam entregar o prêmio ao primeiro-ministro russo em sua próxima visita a Pequim ou em Moscou.

As duas estudam na Universidade de Linguagem e Cultura de Pequim, disse Qiao, em entrevista telefônica. Ele disse que eles se chamam Katya e Maria, mas não soube informar seus sobrenomes. Dois estudantes a Bielo-Rússia também estiveram presentes, informou ele. As informações são da Associated Press.

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