Putin e Bush concluem três dias de cúpula no Texas

O presidente americano, George W. Bush, e seu colega russo, Vladimir Putin, concluíram hoje três dias de reuniões com acalorados elogios mútuos, mas sem nenhuma menção sobre um acordo pretendido pelos EUA para abrir caminho à construção de um escudo antimíssil. Em discursos pronunciados no ginásio da escola superior de Crawford, no Estado do Texas, ambos os mandatários disseram ter conversado sobre a guerra contra o terrorismo, a colaboração para se pôr um fim à proliferação de armas atômicas e assuntos econômicos. Bush disse que havia sido estabelecida entre ambos "uma nova relação...que melhorará nossas vidas". Acrescentou que "a Rússia vem sendo um forte aliado (dos Estados Unidos) na luta contra o terrorismo" e recordou que Putin foi o dignitário estrangeiro que primeiro o chamou depois dos ataques de 11 de setembro para oferecer-lhe condolências. Bush lembrou que nos três dias de cúpula, ele e Putin haviam prometido reduzir seus respectivos arsenais nucleares, colaborar na guerra contra o terrorismo e evitar a propagação dos armamentos, assim como buscar fórmulas para a coordenação econômica entre ambos os países. Putin, por sua parte, descreveu Bush como "uma pessoas que faz o que diz". Durante seu discurso, Bush disse também que ele e Putin haviam examinado a necessidade de estabelecer um governo pós-Taleban de ampla representação no Afeganistão. "O Taleban é o grupo mais repressivo e retrógrado que já vimos na face da Terra em muito tempo", particularmente em seu tratamento com as mulheres, afirmou o líder americano. Putin disse que "basicamente, as mulheres do Afeganistão não são tratadas como seres humanos". Depois de se referir a Putin pelo seu primeiro nome, Vladimir, Bush disse que quanto mais conhecia o dirigente russo, "seu coração e sua alma", mas convencido estava de que ambos poderiam "colaborar de maneira positiva". Falando diretamente ao estudantes de Crawford, Putin afirmou ao término de seu discurso que a Rússia é no presente um associado e um país amigo. Putin e sua mulher, Ludmila, seguirão viagem amanhã à cidade de Nova York. Leia o especial

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