Putin e Cameron discordam sobre ação na Síria em reunião

Uma reunião entre o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, terminou neste domingo sem um acordo visível sobre como dar fim à guerra civil na Síria.

STEFÂNIA AKEL, Agência Estado

16 de junho de 2013 | 17h08

Em uma breve coletiva de imprensa após o encontro, Putin pareceu crítico em relação à decisão da Casa Branca de fornecer armas aos rebeldes que lutam contra as forças do presidente sírio, Bashar Assad, apesar de não ter comentado explicitamente a decisão. Ele frisou que o conflito só pode ser resolvido de forma "diplomática e política" e novamente caracterizou os oponentes de Assad como radicais que cometem atrocidades.

"Você quer apoiar essas pessoas? Você quer fornecer armas a essas pessoas? Isso tem pouca relação com os valores humanitários que os países em toda a Europa têm propagado por centenas de anos", disse Putin.

A Rússia tem sido uma das mais fortes aliadas do regime de Assad desde que os conflitos começaram, há três anos, ao frustrar constantemente as tentativas dos EUA e da Europa de pressionar o regime por meio da Organização das Nações Unidas.

Cameron, por outro lado, reforçou o princípio de apoiar as forças "moderadas" que lutam por uma Síria democrática, mas frisou que o governo do Reino Unido ainda não tomou nenhuma decisão relacionada ao envio de armas a grupos de oposição.

O premiê reconheceu as "diferenças substanciais" entre o Reino Unido e a Rússia, mas afirmou que eles têm um interesse comum pela paz na região. "Se deixarmos que a Síria seja disputada por um ditador assassino e extremistas violentos, vamos todos pagar o preço", disse Cameron, referindo-se novamente às evidências de que as forças de Assad têm usado armas químicas contra a oposição.

As conversas entre Putin e Cameron ocorreram em Londres, na véspera da reunião de líderes do G-8, que começa nesta segunda-feira na Irlanda. As informações são da Dow Jones Newswires.

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