Alexander Zemlianichenko/AP
Alexander Zemlianichenko/AP

Putin parabeniza Biden por vitória nas eleições dos Estados Unidos

O presidente da Rússia expressou sua esperança de que, apesar das diferenças, os dois países possam cooperar para resolver muitos problemas que o mundo enfrenta

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 05h38

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou o democrata Joe Biden por sua vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro passado e expressou sua esperança de que, apesar das diferenças, os dois países possam cooperar para resolver muitos problemas que o mundo enfrenta.

O presidente russo, um dos últimos a parabenizar Biden, queria esperar que o Colégio Eleitoral confirmasse o democrata como presidente eleito na segunda-feira.

"De minha parte, estou pronto para a interação e contatos com vocês", disse Putin em seu telegrama de congratulações publicado pelo Kremlin, que em mais de uma ocasião se referiu ao mau estado das relações nos últimos anos entre os dois países.

"Relações prejudicadas não podem ser prejudicadas. Já estão prejudicadas", disse o próprio presidente russo em novembro passado no programa de televisão "Moscou. Kremlin. Putin".

Em seu telegrama, Putin deseja todo o sucesso a Biden e expressa sua confiança de que "a Rússia e os Estados Unidos, que têm uma responsabilidade especial pela segurança e estabilidade globais, podem, apesar de suas diferenças, realmente contribuir para a solução de muitos problemas e desafios que o mundo enfrenta hoje".

O presidente russo observou que, com isso em mente, a cooperação russo-americana baseada nos princípios de igualdade e respeito mútuo "serviria aos interesses dos povos dos dois países e de toda a comunidade internacional".

Putin expressou esperança de que a posição de Biden sobre o controle de armas seja um elemento importante para "uma possível interação no futuro".

É que em 5 de fevereiro expira o único acordo de redução de armas nucleares em vigor entre as duas potências, o START III ou New START, sem que os dois países tenham conseguido chegar a um acordo sobre sua prorrogação ou negociar novos termos.

Em outubro passado, Putin propôs prorrogar o tratado por um ano sem condições, mas sem mencionar a possibilidade de congelamento mútuo do arsenal nuclear exigido pelos EUA, embora posteriormente o Ministério do Exterior tenha esclarecido que Moscou está preparada para dar esse passo por doze meses se o pacto de redução de armas nucleares for prorrogado pelo mesmo período.

Embora durante os últimos quatro anos as reclamações sobre a interferência russa nos EUA tenham sido contínuas, Putin e o presidente cessante dos EUA, Donald Trump, mantiveram uma boa harmonia pessoal, muito pelo contrário daquela entre o líder russo e Barack Obama (2008-2016).

Especialistas russos acreditam que a chegada de Biden ao poder não melhorará as relações entre Moscou e Washington, que estão em seu pior estado desde a Guerra Fria./EFE

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