Putin homenageia vítimas de Stalin 70 anos após expurgos

O presidente da Rússia, Vladimir Putin,homenageou nesta terça-feira os milhões de mortos durante oregime do ditador soviético Josef Stalin e convocou o país a seunir a fim de evitar a repetição desse passado trágico. Putin, um ex-agente da KGB, celebrou o dia anual da Rússialembrando-se das vítimas dos expurgos de Stalin com uma visitaa Butovo, um campo de treinamento militar perto de Moscou ondedezenas de milhares de pessoas foram executadas por esquadrõesde fuzilamento. Milhões de pessoas foram assassinadas durante o governo deStalin e um número ainda maior perdeu a vida devido aos abusose doenças enfrentados em uma grande rede de campos deprisioneiros conhecidos como Gulags. Entre as vítimas incluem-se padres e monarquistas, mastambém um grande número de pessoas simplesmente atingidas pelaonda indiscriminada de assassinatos. No ano de 2007, se completam 70 anos do período maissangrento dos expurgos. Putin participou de uma missa ao lado do patriarca Alexiy2o, líder da Igreja Ortodoxa Russa, depois de atravessar umcampo entrecortado por valas comuns. "Sabemos que 1937 registrou o pico dos expurgos. Mas aqueleano viu-se antecedido por vários anos de crueldade", dissePutin ao lado de uma vala comum, após colocar flores nomemorial ali existente. Segundo Putin, tais tragédias "acontecem quando idéiasostensivamente atraentes mas vazias colocam-se acima dosvalores fundamentais, dos valores da vida humana, dos direitose da liberdade." Em um apelo por unidade nacional, o presidente afirmou: "Afim de desenvolver o país e escolher o caminho correto,precisamos de debates políticos e mesmo de batalhas políticas,mas para tornar esse processo fértil não podemos realizá-lofora do campo das idéias." Os historiadores estimam que entre 20 milhões e 40 milhõesde pessoas morreram durante o regime de Stalin, o quesignificou a destruição de várias famílias e instalação de umclima de terror que assombrou a União Soviética. (Reportagem adicional de Chris Baldwin)

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