Putin manda força especial caçar assassinos de russos no Iraque

O presidente Vladimir Putin ordenou nesta quarta-feira que forças especiais da Rússia "encontrem e destruam os criminosos que mataram diplomatas russos no Iraque", informou a assessoria de imprensa do Kremlin num breve comunicado.Não foi especificado que força especial estará envolvida. Agentes do Serviço de Inteligência Exterior e do Serviço de Segurança Federal - o principal sucessor da KGB soviética - podem ser considerados forças especiais.O porta-voz do Ministério do Exterior, Andrei Krivtsov, negou-se a dizer se qualquer força especial russa encontra-se atualmente no Iraque, mas destacou que existem "pessoas responsáveis pela segurança da embaixada" em Bagdá.Em 2004, acredita-se que a Rússia tenha enviado agentes de inteligência ao Qatar a fim de assassinar o líder rebelde checheno Zelimkhan Yandarbiyev, que havia recebido refúgio no país. Dois agentes russos foram condenados no Qatar pelo carro-bomba que matou Yandarbiyev. Eles posteriormente retornaram à Rússia a fim de cumprir a sentença no país.Na segunda-feira o Kremlin havia confirmado a morte dos quatro trabalhadores da embaixada em Bagdá que haviam sido seqüestrados no começo do mês. Um morreu na ação de captura, e os outros três foram executados dias depois pelo grupo Conselho Consultivo (Shura) dos Mujahedin, que abarca diversos grupos insurgentes, como o Al-Qaeda no Iraque.Mais cedo nesta quarta-feira, a Câmara baixa do Parlamento russo aprovou um comunicado censurando os assassinos e afirmando que os países de "ocupação" estão perdendo o controle do Iraque.O seqüestro e assassinato só foi possível, considera o comunicado da Duma Estatal, devido "ao aprofundamento da crise no Iraque, com os países ocupantes perdendo o controle da situação e o terror e a violência tornando-se a ordem do dia no país".

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