EFE/Yuri Kadobnov / Pool
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Putin oferece transcrição da conversa entre Trump e Lavrov ao Congresso dos EUA 

Em entrevista na cidade de Sochi, presidente russo disse estar disposto a enviar registro para os senadores e deputados americanos se a Casa Branca concordar; ele garantiu ainda que Trump não passou informações secretas para Rússia

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2017 | 10h07

SOCHI, RÚSSIA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira, 17, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não passou informações secretas ao ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, durante um encontro em Washington na semana passada e disse que poderia fornecer ao Congresso americano os registros da conversa.

"Se a administração americana autorizar, estamos dispostos a fornecer a gravação da conversa entre Lavrov e Trump à Câmara e ao Senado americano", declarou Putin em uma coletiva de imprensa em Sochi junto do primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni.

Pouco depois, Yuri Ushakov, um conselheiro do Kremlin, esclareceu que o governo russo tem, na verdade, uma transcrição por escrito do encontro entre Trump e Lavrov e não uma gravação em áudio, como sugeriu Putin.

O presidente russo brincou com os jornalistas prometendo dar uma "advertência" ao seu chanceler porque "ele não compartilhou as informações secretas com ele ou com os serviços de inteligência da Rússia", provocando o riso do próprio Lavrov e de outras autoridades russas.

O mandatário também denunciou o clima de "esquizofrenia política" nos Estados Unidos. "O que vão inventar agora essa pessoas que revelam estes absurdos? Se eles não entendem que prejudicam o próprio país, são simplesmente estúpidos. Se entendem, são perigosos e desonestos", disse Putin.

Donald Trump foi acusado em reportagens dos jornais americanos Washington Post e New York Times de ter divulgado informações secretas sobre uma operação que o grupo terrorista Estado Islâmico estaria planejando durante a reunião com Lavrov e com o embaixador russo nos EUA, Serguei Kislyak, no dia 11.

De acordo com fontes ouvidas pelo NYT, estas informações teriam sido oferecidas aos EUA por Israel com a condição de não repassá-la para outros governo - nem mesmo aos países aliados - para não expor a fonte dos dados.

Na terça-feira, a Comissão de Inteligência da Câmara dos EUA solicitou ao FBI (Polícia Federal americana) todos os documentos que seu ex-diretor James Comey elaborou sobre suas conversas com o presidente Donald Trump. 

A petição, assinada pelo presidente da Comissão, o republicano Jason Chaffetz, inclui "memorandos, notas, resumos e gravações" em poder do FBI para que sejam entregue antes do dia 24 de maio. / AFP, REUTERS e EFE

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