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Putin ordena desmobilização de tropas perto da Ucrânia, diz Kremlin

Anúncio, que ainda não foi confirmado pela Otan, ocorre a menos de uma semana de eleição

O Estado de S. Paulo,

19 Maio 2014 | 06h09

MOSCOU  - A menos de uma semana das eleições na Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que as forças militares do país retornem às suas bases permanentes, após manobras em três regiões na fronteira com a Ucrânia, informou o Kremlin nesta segunda-feira, 19. Em Donetsk, área de maioria russa que pretende se separar de Kiev, líderes pró-Moscou prometeram não reconhecer o resultado da votação.

O gabinete de Putin afirmou que a ordem foi dada porque os exercícios militares realizados nesta época do ano terminaram. A iniciativa poderia também ter o objetivo de reduzir a tensão no impasse entre a Rússia e o Ocidente por causa da Ucrânia, dias antes da eleição presidencial ucraniana, marcada para o domingo.

No entanto, em Bruxelas um oficial da Otan afirmou que a aliança militar não viu ainda indícios de que as tropas russas estejam retornando às suas bases. É a terceira vez que Putin promete retirar as tropas da fronteira.

Ameaça. Em Donetsk, o líder pró-Rússia Pavel Gubarev prometeu não reconhecer o resultado da eleição. "Achamos que as eleições presidenciais do dia 25 de maio não serão legítimas. Certamente, não as reconheceremos", disse Gubarev, em declarações ao canal russo de televisão Rossia 24.

Segundo Gubarev, com o atual governo de Kiev é impossível dialogar. Ele ainda classificou como "operação terrorista" a ofensiva do governo central de Kiev para recuperar o controle das regiões pró-russas.

Ele disse ainda que as milícias pró-Rússia estão prontas para responder adequadamente a todas as tentativas de agressão militar.

As duas regiões de Donetsk e Lugansk se declararam independentes após realizar consultas populares no dia 11 de maio, nos quais em torno de 90% dos eleitores apoiaram essa opção. /REUTERS e EFE

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