Mikhail Klimentyev/Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
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Putin parabeniza governo sírio pela libertação de Palmyra

Presidente russo telefonou para o colega Bashar Assad após tropas sírias retomarem cidade histórica; Moscou ofereceu ajuda para remover minas terrestres instaladas pelo Estado Islâmico na cidade

O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 09h50

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou no domingo, 27, por telefone o líder sírio, Bashar Assad, pela libertação de Palmyra, que desde maio do ano passado estava dominada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou o Kremlin.

"Em uma conversa com o presidente da Síria, Vladimir Putin parabenizou seu colega em razão da libertação de Palmyra pelos militares sírios, após destacar a importância da preservação dessa histórica cidade para a cultura mundial", relatou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.

De acordo com o representante russo, Putin voltou a ressaltar que, apesar da retirada do contingente russo que foi mobilizado na Síria em setembro do ano passado, as Forças Armadas da Rússia "continuarão ajudando as autoridades sírias na luta contra o terrorismo e na libertação do país de grupos extremistas".

Segundo Peskov, o presidente sírio "avaliou positivamente a assistência prestada pelas Forças Aeroespaciais da Rússia e destacou que conquistas como a libertação de Palmyra seriam impossíveis sem o apoio da Rússia".

"Nas palavras de Assad, é evidente que se trava uma batalha pelo petróleo, mas, como ele mesmo disse, petróleo há por todos os lugares e Palmyra há uma só", acrescentou o porta-voz.

Putin também conversou por telefone com a diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, a quem, além de parabenizar pela libertação de Palmyra, informou que membros do contingente russo na Síria participarão junto com militares sírios nas tarefas de retirar minas da cidade.

"O presidente russo e a diretora geral da organização internacional decidiram que Rússia, Unesco e Síria empreenderão em breve ações para avaliar os danos infringidos a Palmyra e elaborarão um plano para restaurar o que ainda se pode recuperar", comentou Peskov. / EFE

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