Putin participa de exercício militar no Mar Negro

Centenas de homens do exército russo participaram de um grande exercício militar no Mar Negro nesta sexta-feira, o qual foi acompanhado pelo presidente do país, Vladimir Putin. O exercício envolveu 30 navios de guerra, dezenas de aviões de combate e centenas de veículos blindados.

Agência Estado

29 de março de 2013 | 17h57

O exercício, que segundo o Kremlin visa testar a velocidade de resposta do exército, foi convocado por Putin de seu avião presidencial quando voltava da África do Sul, na quinta-feira (28). Putin, eleito para seu terceiro mandato no ano passado, tem feito da recuperação do poder militar da Rússia uma de suas prioridades. O governo destacou 20 trilhões de rublos (perto de US$ 645 bilhões) até 2020 para um programa de modernização militar prevendo a aquisição de centenas de aviões e helicópteros e centenas de navios militares entre outros armamentos.

Vários esquadrões de navios de guerra russo têm visitado sucessivamente o porto sírio de Tartus, a única base naval da Rússia fora da União Soviética, para deixar evidente o apoio de Moscou ao presidente sírio, Bashar Assad. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, tem comentado sobre os planos da Rússia de estabelecer uma presença naval permanente no Mediterrâneo, similar à que havia durante a Era Soviética.

Putin voou em um helicóptero militar para assistir as demonstrações desta sexta-feira. O chefe da equipe dos generais militares, o general Valery Gerasimov, disse a Putin que o comboio de 80 veículos blindados percorreu rapidamente 450 quilômetros de sua base à área do exercício. Putin lhe perguntou: "agora, me diga honestamente, quantos veículos ficaram pelo caminho". Gerasimov assegurou-lhe de que todos chegaram ao destino com sucesso.

O Kremlin deu início à reforma militar na esteira da guerra com a Georgia, em 2008, quando o exército russo não conseguiu encaminhar rapidamente suas unidades para a área de conflito, já que muitos dos tanques e outros veículos blindados ficaram encalhados no caminho por problemas técnicos de funcionamento. Para modernizar o exército, Moscou reduziu o número de oficiais e de unidades militares. As informações são da Associted Press.

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