Putin pensou em ser taxista após sair da KGB

O presidente russo Vladimir Putin confessou que, em 1991, durante o golpe militar contra a perestroika de Mikhail Gorbachov, renunciou aos serviços secretos (a então KGB) e pensou em se converter em um taxista para ganhar a vida. O mandatário contou a história em uma biografia que será lançada em poucos dias, intitulada "Vladimir Putin: Caminho para o Poder", escrita pelo jornalista Oleg Blotsky, da qual o jornal Komsomolskaia Pravda publicou alguns fragmentos. No livro, o chefe do Kremlin afirma que em 20 de agosto de 1991, quando era funcionário dos serviços secretos, decidiu se demitir por uma "questão moral" para evitar ligação com o golpe, ao qual se opunha, e no qual estavam envolvidos muitos integrantes da KGB. "Deixei os serviços quando me faltava pouco mais de um ano para obter a aposentadoria, não tinha sequer um apartamento", afirma Putin, recordando que no momento da demissão ainda não estava certo se o golpe comunista triunfaria ou não. Putin conta no livro que temia ser preso pelos golpistas e ter que deixar o posto de colaborador do sindicato de São Petersburgo (que ocupava paralelamente às funções na KGB) e não poder voltar a encontrar trabalho para manter a família. O golpe fracassou e no ano seguinte Putin se converteu em vice-prefeito de São Petersburgo. Em 1998, foi nomeado chefe da FSB (organismo que substitui a KGB), dando início à rápida ascensão política que o levaria ao Kremlin em 2000.

Agencia Estado,

30 Agosto 2002 | 17h47

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