Putin promete resistir à "chantagem" terrorista

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, encabeçou um dia nacional de luto pelas vítimas da tragédia dos reféns do teatro, jurando não ceder à ?chantagem? dos terroristas, enquanto parentes das vítimas se conscientizavam do fato de que todos os 118 reféns mortos durante o resgate, com exceção de dois, foram mortos pelo gás paralisante usado pela polícia na operação, e não pelos guerrilheiros. ?A Rússia responderá com medidas adequadas à ameaça à Federação Russa em todos os lugares onde os terroristas, os organizadores desses crimes ou seus patrocinadores ideológicos ou financeiros estiverem?, disse Putin. ?Eu insisto: onde quer que estejam?. Putin se comprometeu, em depoimento transmitido pela televisão, a dar mais poderes aos militares para capturar suspeitos de terrorismo e de patrocínio do terrorismo.Cerca de 405 dos reféns libertados permanecem hospitalizados, 45 deles em estado grave, disse a primeira-ministra interina Valentina Matviyenko. Ela afirmou que 239 tiveram alta, e a agência de notícias Interfax informa que mais seriam liberadas ainda nesta noite.Autoridades médicas da Rússia disseram que 116 dos reféns tomados pelos rebeldes chechenos num teatro de Moscou foram mortos pelo gás, cuja natureza vem sendo mantida em segredo, mesmo para os médicos que tratam das vítimas sobreviventes. A Embaixada americana em Moscou recebeu algumas informações sobre os efeitos da substância, mas o nome do agente utilizado ainda não foi divulgado, a despeito de pedidos insistentes, informa um porta-voz da Embaixada, sob condição de anonimidade.Médicos de uma representação diplomática ocidental examinaram alguns dos reféns libertados e concluíram que ?o agente a que foram expostos parece consistente com um opiáceo, não um agente de nervos?, informa o porta-voz da Embaixada.

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