Putin propõe anisita a rebeldes chechenos

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve sua promessa de ajudar alguns rebeldes chechenos a retornarem a uma vida pacífica e propôs uma anistia abrangente, enviando a parlamentares um projeto de lei nesse sentido, apesar dos atentados extremistas perpetrados esta semana, anunciou a assessoria de imprensa do Kremlin.Qualificando a medida como ato de humanismo, Putin disse que a anistia "tem o objetivo de criar, acima de tudo, condições adicionais para o estabelecimento de uma vida pacífica na Chechênia". Ele pediu aos parlamentares que dêem prioridade ao trâmite da matéria.De acordo com o presidente russo, a anistia se aplica aos rebeldes que abandonarem a luta armada até 1º de agosto. A medida, porém, não beneficiará cidadãos russos ou estrangeiros considerados culpados de assassinados, seqüestros, estupros e de uma série de outros crimes considerados graves.Segundo estimativas, cerca de 2.000 rebeldes podem ser agraciados com a anistia.O anúncio de Putin ocorre no mesmo dia em que autoridades elevaram a 18 o número de mortos em um atentado suicida perpetrado ontem na Chechênia. Na terça-feira, outro atentado contra um complexo governamental na república separatista deixou 59 mortos, civis em sua maioria.

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