Putin quer retaliação contra sanções da UE e EUA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou que seu governo prepare medidas retaliatórias contra sanções econômicas impostas a Moscou pela União Europeia e EUA devido à crise na Ucrânia, segundo agências de notícias locais. Putin, no entanto, afirmou que quaisquer ações devem evitar prejudicar os consumidores russos.

Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2014 | 13h37

"Isso deve ser feito de forma bem cuidadosa, para apoiar os produtores domésticos, mas não prejudicar os consumidores", disse Putin em visita à região de Voronezh, de acordo com a Interfax. "Instrumentos políticos de pressão econômica são inaceitáveis, eles contradizem todas as normas e regras", acrescentou.

Mais cedo, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que a Rússia vai estudar como reagir às sanções anunciadas na semana passada pela UE, que levaram ao fechamento da Dobrolet, uma empresa aérea que fazia voos para a Crimeia, a região ucraniana anexada por Moscou em março.

Segundo o jornal russo Vedomosti, o Kremlin considera a possibilidade de uma proibição parcial ou total a voos sobre a região da Sibéria por empresas aéreas europeias, que usam a rota para encurtar viagens da Europa para a Ásia. Autoridades de Moscou, no entanto, se recusaram a comentar a reportagem.

Nas últimas semanas, a UE e os EUA impuseram sanções a dezenas de funcionários do governo e empresários da Rússia, assim como a bancos e empresas do país, numa tentativa de levar Moscou a cortar sua ajuda a separatistas pró-Moscou que atuam no leste ucraniano.

A última rodada de sanções expandiu as restrições ao setor financeiro russo, assim como para as áreas de tecnologia para a exploração de petróleo e de equipamentos militares. Fonte: Dow Jones Newswires.

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