Putin rechaça críticas externas a democracia na Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rechaçou duramente o que qualificou como tentativas de imposição de "padrões estrangeiros de democracia" a seu país e prometeu preservar a identidade russa de eventuais interferências externas.

AE, Agência Estado

12 de dezembro de 2012 | 13h13

A declaração foi feita hoje, no primeiro discurso sobre o estado da nação do líder russo desde sua eleição em março. Putin está em seu terceiro mandato não consecutivo como presidente da Rússia.

Na presença de legisladores, autoridades e líderes religiosos reunidos no Salão de São Jorge, no Kremlin, Putin afirmou que a Rússia perseguirá sua própria visão de democracia e não se aterá a "padrões impostos por estrangeiros".

"A interferência estrangeira, direta ou indireta, em nossos processos políticos internos é inadmissível", declarou. "Aqueles que recebem dinheiro do exterior para suas atividades políticas e servem a interesses estrangeiros não deveriam participar da política russa."

Uma recente lei aprovada pelo Parlamento russo determina que organizações não-governamentais (ONGs) que recebem dinheiro do exterior e engajam-se em atividades políticas devem se cadastrar como "agentes externos". As ONGs em questão alegam que a ação do governo tem como objetivo "intimidá-las" e minar sua credibilidade entre os russos.

No discurso de hoje, Putin prometeu ainda dar apoio a "instituições que representam nossos tradicionais valores espirituais", o que indica um apoio maior do Estado à Igreja Cristã Ortodoxa. As informações são da Associated Press.

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