Yana Lapikova/Ria Novosti/Efe
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Putin reconhece irregularidades durante eleições presidenciais

Vencedor do pleito, premiê diz que protestos da oposição são apenas 'elementos da luta poítica'

Efe

06 de março de 2012 | 10h23

MOSCOU - O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, ganhador das eleições presidenciais de domingo, reconheceu nesta terça-feira, 6, que houve irregularidades durante a votação e pediu uma investigação. "Certamente houve irregularidades. É preciso denunciá-las e deixar tudo claro para todos", afirmou Putin, citado pelas agências russas.

 

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Putin, que venceu as presidenciais com 63,6% dos votos, afirmou que as irregularidades devem ser investigadas pelas instâncias correspondentes. "Confio na máxima supervisão e controle da situação para que não haja nenhum problema", disse durante uma reunião com observadores eleitorais.

 

O primeiro-ministro russo, que ocupará a presidência pela terceira vez, considerou ainda o desentendimento dos opositores pela sua vitória eleitoral como "elemento da luta política, que não tem relação com as eleições", e prometeu na segunda-feira que ordenaria à Comissão Eleitoral Central a investigação de "possíveis irregularidades" durante uma reunião com três de seus oponentes nas eleições.

 

O grande ausente foi o líder comunista e segundo candidato mais votado (17,18%), Gennady Zyuganov, que se negou a comparecer após afirmar que não pode reconhecer as eleições "como limpas, justas e honestas".

 

Já o coordenador da missão de observadores da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Tonino Picula, afirmou que "as eleições foram injustas, apesar de algumas inovações no sistema eleitoral".

 

Denúncias

 

A Comissão Eleitoral Central da Rússia (CEC) anunciou também nesta terça não esperar mais de cem denúncias de infrações cometidas durante a votação, disse Nikolai Konkin, secretário da entidade. "Acredito que teremos em torno de uma centena denúncias", estimou Konkin em entrevista.

 

O secretário da CEC informou que a organização recebeu cerca de cem denúncias "relacionadas à apuração de votos" e agora esperam as correspondentes atas das mesas eleitorais. Konkin indicou que nessas eleições as críticas se centraram na desigualdade de cobertura informativa que os cinco candidatos tiveram ao longo da campanha. 

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