Putin reforça apoio a trégua na Ucrânia

Em conversa com líderes da Alemanha e da França, presidente russo diz que os dois lados do conflito precisam iniciar diálogo

O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2014 | 20h42

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, voltou a manifestar apoio à proposta do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, de estabelecer um cessar-fogo como parte do plano de paz para acabar com o conflito no leste da Ucrânia. Putin discutiu o plano neste domingo, 22, com os líderes da Alemanha, Angela Merkel, e da França, François Hollande.

“É inquestionável que o anúncio de Poroshenko de uma trégua é importante para um acordo de paz, sem a interrupção das agressões não é possível negociar. Não há dúvida de que a Rússia apoiará essa ação, mas o mais importante é o processo político”, afirmou Putin.

O gabinete de Merkel divulgou uma nota dizendo que a conversa dela e Hollande com o líder russo foi produtiva e reforçou a necessidade do diálogo no conflito. “Após o governo russo tratar o cessar-fogo de forma positiva, os líderes expressaram a necessidade dos dois lados acatarem e iniciarem o diálogo.”

A chanceler alemã e o presidente francês pediram que Putin reforce o controle na fronteira com a Ucrânia. “Os líderes lembraram a importância de garantir plenamente o controle da fronteira para evitar o envio de materiais e de homens armados para auxiliar os separatistas pró-Rússia”, disse o governo francês, em comunicado.

O plano de paz previa um cessar-fogo de sete dias, mas, menos de 24 horas depois, separatistas atacaram uma base militar e postos de controle da Ucrânia na fronteira. Forças ucranianas revidaram, como previsto por Poroshenko em caso de ataque.

A proposta também prevê a anistia aos separatistas que abandonarem as armas e não tiverem cometido crimes graves.

Putin afirmou que o plano deve garantir os direitos dos moradores do leste ucraniano que falam russo para eles se sentirem “parte integrante” do país. Segundo Poroshenko, isso está previsto, assim como novas eleições locais e parlamentares e a descentralização do poder para dar mais autonomia política às autoridades regionais. / AP, EFE e REUTERS

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