Putin rejeita sugestões de diálogo com oposição russa

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou nesta quarta-feira os pedidos para que realize conversas com líderes da oposição que levaram dezenas de milhares de pessoas às ruas pedindo eleições livres e o fim de seu governo de 12 anos. Putin ocupou a presidência entre 2000 e 2008, posto para o qual deve se apresentar novamente nas eleições de 2012.

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2011 | 11h40

Os líderes da oposição "não têm uma plataforma comum, portanto não há ninguém com quem falar", afirmou Putin a jornalistas de agências de notícias estatais. Os organizadores dos protestos em Moscou incluem importantes figuras públicas e representantes de vários grupos oposicionistas. Mas eles aprovaram resoluções conjuntas com uma lista de demandas concretas, incluindo novas eleições parlamentares, após as denúncias de fraude nesse processo, a demissão do chefe da comissão eleitoral e a retirada de barreiras que impediram a participação de partidos oposicionistas.

Na terça-feira, Putin rejeitou com firmeza os pedidos por novas eleições. O governo, porém, prometeu facilitar as regras para candidatos oposicionistas concorrerem. Os protestos da oposição foram os maiores em Moscou e outras cidades russas em 20 anos.

Putin também rejeitou, nesta quarta-feira, a ideia de que ele poderia se tornar presidente em exercício, antes das eleições presidenciais de 4 de março, quando deve ser favorito. Na imprensa russa, houve a especulação de que Putin poderia renunciar como premiê e assumir a presidência, em meio à onda de protestos. "Não há necessidade disso", afirmou.

Alguns analistas políticos sugeriram que pode haver um plano entre Putin e o presidente Dmitry Medvedev para que eles troquem de posto após as eleições. Putin disse que não pretende renunciar antes das eleições, para cumprir o que alguns especialistas veem como condição para que possa ocorrer uma disputa justa. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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