Alexei Nikolsky, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Alexei Nikolsky, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP

Putin repudia repressões na URSS ao inaugurar 'Muro da Dor' em Moscou

Segundo o presidente russo, antigo subcoronel da KGB, a polícia política soviética, 'absolutamente nada' pode justificar as repressões 'criminosas' que povos inteiros sofreram na União Soviética

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 15h55

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu nesta segunda-feira, 30, que seja sempre lembrado "o trágico período" das repressões maciças na União Soviética que afetaram "povos inteiros".

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"Esse terrível passado não pode ser apagado da memória nacional", disse Putin, antigo subcoronel da KGB, a polícia política soviética, ao inaugurar em moscou o Muro da Dor, um monumento às vítimas das repressões stalinistas.

O chefe do Kremlin acrescentou que "absolutamente nada" pode justificar as repressões "criminosas" que "povos inteiros" sofreram na União Soviética, ao completar-se este ano o 80º aniversário do Grande Terror, o período dos maiores expurgos feitos pelo então dirigente soviético Josef Stalin.

"As repressões não respeitavam nem o talento, nem os méritos perante a pátria, nem a lealdade a ela", lamentou Putin. "Qualquer um podia cair vítima de acusações falsas e completamente absurdas".

Putin também convocou os russos a lembrar, junto à tragédia das repressões, "as causas que as provocaram" e "não empurrar a sociedade à beira perigosa de um enfrentamento".

O monumento, inaugurado por ocasião do Dia da Memória das Vítimas das Repressões Políticas na Rússia, é um baixo-relevo em bronze com figuras humanas que representam as vítimas das repressões políticas e completa a palavra Pomni (Recorde) em vários idiomas.

A obra do arquiteto Gueorgui Frangulian foi erguida em uma avenida no centro de Moscou. / EFE

 

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