Kevin Lamarque/Reuters
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Discurso sobre o Estado da União: Putin se equivocou e pagará o preço, dirá Biden em pronunciamento

Presidente americano planeja fazer duras críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre a invasão da Ucrânia, em discurso marcado para noite de hoje

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2022 | 20h54

WASHINGTON - Trechos do discurso sobre o Estado da União, marcado para a noite desta terça-feira, 1, em Washington, mostram que o presidente americano, Joe Biden, planeja fazer duras críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre a invasão da Ucrânia

“Putin rejeitou todos os esforços diplomáticos e pensou que o Ocidente e a Otan não reagiriam. Ele pensou que poderia nos dividir. Ele estava enganado. Estamos prontos”, diz um esboço do discurso do presidente americano obtido pelo Washington Post

“Ao longo da nossa história, aprendemos esta lição: quando ditadores não pagam o preço por suas agressões, eles causam mais caos. Eles continuam se movimentando e os custos para os Estados Unidos e o mundo seguem aumentando.”

Biden ainda deverá usar o discurso para fazer uma defesa da Otan, a aliança atlântica criada depois da Segunda Guerra Mundial entre americanos e europeus. “A Otan foi criada para garantir paz e estabilidade na Europa e ela ainda importa”, diz outro trecho do pronunciamento. “A diplomacia americana ainda importa.”

Agenda doméstica

Além da guerra na Ucrânia, outra pauta que deverá constar no discurso, o primeiro do mandato do presidente à nação, é a economia e o custo de vida em alta depois da pandemia de covid-19.

O objetivo de Biden será acalmar os americanos sobre a trajetória da economia dos EUA, principalmente a preocupação com a inflação. O presidente pretende divulgar o progresso na recuperação da pandemia

O plano do democrata será vender a ideia de que os Estados Unidos vivem a explosão mais rápida de crescimento econômico em quase 40 anos e a alta dos preços seria, portanto, uma consequência disso. 

“Os empregos voltaram, os salários aumentaram e o país voltou aos movimentos da vida cotidiana quase dois anos depois que a pandemia propagou a pior crise econômica desde a Grande Depressão”, diz um dos trechos do discurso do Estado da União./Whashington Post 

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