Michail Klimentyev/Sputnik/Kremlin
Michail Klimentyev/Sputnik/Kremlin

Putin supervisiona maiores manobras militares da Rússia, que tiveram apoio da China

Os exercícios foram realizados no complexo militar de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, banhada pelo Mar Cáspio

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 17h41

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, supervisionou nesta sexta-feira, 25, as maiores manobras militares do país, chamadas Cáucaso-2020, das quais também participaram tropas de China e Irã, entre outros países.

Putin supervisionou os exercícios no complexo militar de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, banhada pelo Mar Cáspio.

Valeri Gerasimov, chefe do Estado-Maior do Exército russo, mostrou a Putin o veículo de apoio e combate Terminator, que tem quatro lançadores de mísseis Ataka.

Os exercícios, que a Ucrânia considera uma ameaça à sua segurança, também contaram com a estreia do lançador de mísseis TOS-2, que foi mostrado em público pela primeira vez neste ano no desfile militar pelo Dia da Vitória.

Os sistemas antiaéreos S-400 e as baterias de mísseis táticos Iskander também entraram em ação, enquanto os fuzileiros russos desembarcaram na costa do Daguestão, no Mar Cáspio.

Acompanhado pelo ministro da Defesa, Serguei Shoigou, o chefe do Kremlin presenciou o voo dos helicópteros Mi-24, Mi-8 e Mi-26 e conferiu operações de mais de mil soldados aerotransportados.

Além das 80 aeronaves, os bombardeiros estratégicos Tu-22 realizaram vários ataques contra alvos no solo durante os exercícios.

Hoje, as forças especiais do Paquistão foram convidadas para as manobras junto com as de Bielo-Rússia, Armênia e Mianmar - China e Irã também participaram, enviando mais de mil soldados.

No total, quase 80 mil pessoas participaram dos exercícios terrestres, aéreos e marítimos - incluindo soldados, guardas nacionais e tropas de emergência - que são acompanhados por 70 adidos militares estrangeiros.

Por sua vez, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) manifestou preocupação com a realização de manobras em território da Bielo-Rússia, coincidindo com protestos contra o governo do país.

Já o Ministério da Defesa russo anunciou que as tropas do país começaram hoje a deixar o território bielo-russo por via ferroviária. /EFE

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