Alexey Druginyn/Efe
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Putin visita Israel e discute Irã e Síria com Netanyahu

Rússia e Israel têm visões muito diferentes o programa nuclear de Teerã

AE, Agência Estado

25 de junho de 2012 | 16h46

TEL-AVIV - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou nesta segunda-feira, 25, a Israel para negociações com líderes israelenses e palestinos sobre a violência na Síria e os temores a respeito do programa nuclear iraniano. Tendo em vista a influência da Rússia no debate sobre o Irã, o resultado da visita de 24 horas pode ter profundas implicações na decisão de Israel atacar as instalações nucleares de Teerã ou de conceder mais tempo à comunidade internacional para encontrar uma solução diplomática para o impasse.

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Israel e Rússia têm profundas relações econômicas e culturais, estimuladas pelos mais de 1 milhão de imigrantes da ex-União Soviética que atualmente vivem em território israelense. Mas os dois países têm visões muito diferentes sobre o programa nuclear de Teerã e o levante na Síria.

A Rússia bloqueou a imposição de medidas drásticas contra os dois países, enquanto Israel tem indicado que pode usar a força militar para encerrar o programa nuclear iraniano.

Em breve comunicado divulgado após a reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Putin relevou que as conversações versaram sobre a situação no Irã e o sangrento levante na Síria, mas afirmou que vê as negociações como a única solução para as duas questões.

Já Netanyahu deu mais detalhes sobre a reunião. "Nós concordamos que as armas nucleares nas mãos do Irã representam um perigo grave, primeiro para Israel, mas também para a região e para todo o mundo", disse ele. "Duas coisas precisam ser feitas agora: precisamos intensificar as sanções e as exigências."

Netanyahu afirmou que todo o enriquecimento de urânio no Irã deve ser interrompido e sua instalação nuclear subterrânea, perto de Qom, deve ser desmantelada, acrescentando também que "o assassinato e o terrível sofrimento do povo sírio" deve ser impedido.

Israel vê o Irã como seu inimigo mais perigoso porque está convencido que o programa nuclear iraniano tem como objetivo construir bombas e não propósitos pacíficos como a produção de energia, como afirma Teerã.

Os temores são intensificados pelos frequentes pedido iranianos para a destruição de Israel, pelo arsenal de mísseis balísticos iraniano e pelo apoio que Teerã dá aos militantes contrários ao Estado judeu.

Israel já repetiu inúmeras vezes que não vai tolerar o fato de o Irã possuir armas nucleares e embora afirme que prefere uma solução diplomática, já sugeriu o uso de ataques militares como último recurso. Acredita-se que Israel também tenha armas nucleares.

As informações são da Associated Press.

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