Pyongyang abandona os contatos militares com Seul

Países previam estabelecer medidas para evitar choques armados entre marinhas e criar zona comum de pesca

Associated Press e Efe,

26 Julho 2007 | 08h04

A Coréia do Norte abandonou nesta quinta-feira, 26, as negociações militares com a Coréia do Sul, após três dias sem um acordo para diminuir a tensão na península coreana, informou a agência sul-coreana Yonhap.   "Chegamos à conclusão de que não existe a necessidade de continuar com os encontros", afirmou ao fim da reunião o chefe da delegação norte-coreana, o general Kim Yong-cholal.   Durante as negociações entre generais, as duas Coréias tinham previsto estabelecer medidas para evitar choques armados entre as patrulhas marinhas dos dois países e criar uma zona comum de pesca, entre outros assuntos.   Pyongyang, no entanto, insistiu em estabelecer, desde o primeiro dia de reuniões, um novo traçado da fronteiriça litorânea no oeste da península. O regime comunista nunca reconheceu a linha divisória marcada pela ONU ao fim da Guerra da Coréia, em 1953.   O assunto é o principal obstáculo para diálogo entre os dois países e as águas tão disputadas, que contêm rica fonte para a pesca, já foi cenário de duras batalhas entre 1999 e 2002.   Kim criticou a Coréia do Sul por defender a divisa, "traçada pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria".   O chefe da delegação sul-coreana, o general Jung Seung-jo, ressaltou que o pedido norte-coreano de traçar uma nova linha fronteiriça não pode ser aceito. Ele pediu esforços para obter "avanços reais" nas próximas reuniões.   Contudo, o negociador norte-coreano deixou a sala de reunião sem sequer apertar as mãos do colega e tampouco definir a data para o próximo encontro.   As duas Coréias tentam negociar uma reconciliação desde 2000, mas ambos países continuam, tecnicamente, em uma guerra, já que o cessar-fogo da Guerra da Coréia nunca foi substituído por um acordo de paz.

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