Pyongyang acusará jornalistas dos EUA por 'ato hostil'

A Coreia do Norte decidiu acusar duas jornalistas norte-americanas, após uma investigação por suposta entrada ilegal no país. A dupla será acusada por "atos hostis", informou hoje uma agência de notícias estatal. Laura Ling e Euna Lee, repórteres da Current TV, que tem entre seus proprietários o ex-vice-presidente Al Gore, foram presas em 17 de março, perto da fronteira norte-coreana com a China. Elas faziam uma reportagem sobre refugiados da Coreia do Norte que vivem no território chinês.

AE-AP, Agencia Estado

24 de abril de 2009 | 10h25

A estatal Agência Noticiosa Central Coreana informou que havia sido encerrada uma investigação e que as jornalistas seriam acusadas "conforme os delitos fossem confirmados". Não foram mencionados os delitos exatos nem quando seria o julgamento. A imprensa estatal informou no mês passado que a dupla era investigada por ingresso ilegal e "atos hostis". De acordo com o código penal norte-coreano, o ingresso ilegal pode resultar em punição de até três anos em um campo de trabalhos forçados.

Não estava claro quais seriam esses "atos hostis", segundo o estudioso de Direito sul-coreano Moon Dae-hong. Porém a punição por espionagem ou "hostilidade contra norte-coreanos" pode resultar em pena de cinco a dez anos de prisão. Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado disse que não havia visto as informações e não comentaria o caso. A Current TV, sediada em São Francisco, também ainda não falou sobre os recentes acontecimentos.

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