Pyongyang adverte contra exercícios militares no Sul

A Coréia do Norte advertiu que não ficará de braços cruzados vendo as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, que estão sendo realizadas, neste mês, perto da fronteira na Península Coreana.A Rádio Pyongyang destacou que o país não pode permanecer como um espectador quando Washington realiza "exercícios de guerra invasora" em uma situação de "extrema tensão" provocada pela reativação do programa nuclear norte-coreano.Os EUA começaram hoje a enviar 24 bombardeiros à Ilha de Guam, no Pacífico - para conter uma possível agressão da Coréia do Norte em caso de guerra contra o Iraque - e a Coréia do Sul tentou amenizar o temor de um ataque americano contra as instalações nucleares do Norte.O ministro de Reunificação sul-coreano, Jeong Se Hyun, disse que os temores de Pyongyang são "infundados" e os EUA não lançarão um ataque unilateral à Coréia do Norte, apesar de estarem reforçando sua presença militar no Pacífico.Segundo Washington, o reforço faz parte de uma estratégia de longo prazo para a região e não constitui uma reação à crescente tensão na Península Coreana.O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, destacou hoje as diferenças entre Seul e Washington, dizendo que o incidente entre caças norte-coreanos e um avião espião norte-americano no domingo era algo previsível, após os EUA qualificarem o ocoprrido como ato irresponsável.Em entrevista ao jornal britânico The Times, Roh declarou que a interceptação aérea norte-coreana era previsível por causa do aumento dos vôos de reconhecimento dos EUA. Ainda nesta quarta-feira, diversos senadores democratas dos Estados Unidos pediram ao presidente George W. Bush que converse diretamente com a Coréia do Norte.Os democratas denunciaram que a Casa Branca está paralisada devido às divisões existentes dentro do governo sobre como tratar Pyongyang e a distração de uma provável guerra com o Iraque.Enquanto isso, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Ari Fleischer, negava rumores de que os EUA estariam começando a aceitar a idéia de uma Coréia do Norte com armas nucleares e passariam a concetrar a atenção em evitar que Pyongyang venda materiais nucleares a outros países. Segundo ele, os Estados Unidos querem uma "Península Coreana livre de armas nucleares".

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