Pyongyang ameaça suspender todas as relações com Seul

Jornal ataca presidente sul-coreano que condicionou as relações dos países ao processo de desnuclearização

Efe,

16 de outubro de 2008 | 02h08

A Coréia do Norte ameaçou nesta quinta-feira, 16, suspender todas as relações com a Coréia do Sul se o governo conservador de Seul continuar com sua política hostil em relação a Pyongyang, segundo informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. "Se este grupo de traidores continuar no caminho de confronto imprudente com a Coréia do Norte, deteriorando nossa dignidade apesar dos avisos, teremos que tomar uma decisão crucial, incluindo a suspensão total das relações intercoreanas", disse o jornal oficial do regime comunista Rodong Sinmun, citado pela Yonhap. O jornal norte-coreano atacou também o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que após assumir seu mandato em fevereiro, condicionou as relações das duas Coréias ao progresso da desnuclearização norte-coreana. Segundo o jornal, Lee buscou confronto e uma guerra de agressões com a Coréia do Norte, para retroceder ao ponto anterior aos acordos alcançados entre as duas Coréias durante a última década. A ameaça de Pyongyang poderia incluir a suspensão do fluxo de turistas dos sul-coreanos à cidade norte-coreana de Kaesong, próxima à fronteira, o único destino turístico que a Coréia do Sul mantém atualmente no território do regime comunista. Outro dos lugares mais visitados da Coréia do Norte, o situado em torno ao monte Geumgang, foi suspenso em julho por causa da morte ali de uma turista sul-coreana, abatida acidentalmente a tiros por soldados norte-coreanos. A ameaça norte-coreana acontece em um momento de otimismo com as relações entre Coréia do Norte e Estados Unidos, depois que este último retirou na semana passada Pyongyang da lista dos países que apóiam o terrorismo.

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