Pyongyang começa a preparar foguete, dizem agentes

A Coreia do Norte iniciou o carregamento de um foguete Taepodong na plataforma localizada na costa leste do país antes do lançamento de um satélite de comunicações programado para o início do mês que vem, disseram hoje funcionários do governo dos Estados Unidos. Países da região temem que o anúncio do satélite encubra o lançamento de um míssil de longo alcance capaz de alcançar o Alasca. Agentes da inteligência norte-americana confirmaram as informações divulgadas por meios de comunicação japoneses sobre a expectativa de lançamento entre 4 e 8 de abril.

AE-AP, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 17h25

O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Dennis Blair, disse, no início do mês, que todos os sinais indicam que a Coreia do Norte irá realmente lançar um satélite. O país asiático fez um falso lançamento de satélite em 1998 para encobrir um teste de desenvolvimento de míssil. Em 2006, os norte-coreanos lançaram o Taepodong-2, que explodiu menos de um minuto após alçar voo. O foguete de lançamento de um satélite e de um míssil de longo alcance usam tecnologia semelhante.

A Coreia do Sul, os EUA e o Japão pediram que a Coreia do Norte desista de realizar o lançamento, dizendo que a medida é uma violação da resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que retira o país de atividades balísticas. A Coreia do Norte insiste que tem o direito de desenvolver seu programa espacial e, ontem, advertiu os EUA, o Japão e seus aliados a não interferirem no lançamento.

Funcionários do Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul e do Ministério da Defesa não comentaram o assunto. O delegado para assuntos nucleares da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, afirmou hoje, depois de voltar de conversas com colegas em Pequim, que o lançamento pode resultar numa resposta. "Se a Coreia do Norte lançar um foguete, certas contramedidas são inevitáveis", disse ele, que se recusou a fornecer maiores detalhes, afirmando que as medidas, dentre elas sanções, seriam discutidas entre os países integrantes do Conselho de Segurança da ONU.

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