Pyongyang confirma retorno à negociação nuclear

Pyongyang confirmou nesta quarta-feira a disposição da Coréia do Norte em retornar às negociações multilaterais sobre o seu programa de armas nucleares. "A República Popular da Coréia do Norte decidiu retornar às conversas de seis lados com a condição de que a suspensão das sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos sejam discutidas", afirmou um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores citado pela KCNA, agência estatal norte-coreana. Na terça-feira, o enviado do governo dos Estados Unidos a Pequim, subsecretário de Estado Christopher Hill, já havia informado que a Coréia do Norte confirmou seu retorno às negociações multilaterais paradas há cerca de um ano. Segundo os termos desse acordo, Pyongyang aceitaria abandonar o seu programa nuclear em troca de garantias econômicas e de segurança, além de auxílio para desenvolver um programa de energia nuclear com fins pacíficos. Os outros países envolvidos nas negociações multilaterais - China, Rússia, Japão e Coréia do Sul - receberam o anúncio com satisfação. Não foi anunciada uma data para retomada das negociações. O diálogo, que envolve seis nações, iniciado em 2003, foi interrompido depois que as autoridades norte-coreanas se retiraram em protesto por sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos. A Coréia do Norte surpreendeu o mundo ao testar uma arma nuclear em meados deste mês, o que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a concordar em impor sanções financeiras e de armas ao país. Em setembro de 2005, no que foi considerado um avanço histórico, a Coréia do Norte anunciou que abriria mão de suas atividades nucleares e voltaria a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Mas, meses depois, o otimismo desapareceu quando a Coréia do Norte se retirou das conversações, quando viu cerca de US$ 24 milhões de seus fundos congelados pelos Estados Unidos.

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