Pyongyang critica postura do Japão sobre escravidão sexual

O governo da Coréia do Norte denunciou nesta quarta-feira, 7, a postura japonesa de negar que tenha coagido mulheres a servirem como escravas sexuais dos soldados do Japão durante a Segunda Guerra Mundial."Não importa o quão desesperadamente as autoridades japonesas tentem esconder o passado criminoso do Japão e acobertar a escravidão sexual de mulheres, no pior caso de tráfico humano do século 20. São fatos históricos que o Japão nunca poderá deixar de lado nem negar", criticou o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte por meio de um comunicado.A dura retórica norte-coreana vem à tona uma semana depois de o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ter alegado que não haveria provas de que o Japão teria forçado mulheres de outros países da Ásia a trabalhar em bordéis para os soldados japoneses na Segunda Guerra Mundial.Além da Coréia do Norte, os governos da China, da Coréia do Sul e das Filipinas já haviam denunciado as declarações de Abe.Na década passada, o governo japonês admitiu que seu Exército montou e dirigiu bordéis para uso de seus soldados. Em 1993, o governo elaborou um pedido formal de desculpas, mas o documento não foi aprovado pelo Parlamento.Na segunda-feira, porém, Abe disse que o Japão "não precisa se desculpar". Hoje, seu governo deixou claro que manterá a posição.De acordo com historiadores, cerca de 200.000 mulheres, a maioria da China e da Península Coreana, trabalharam em bordéis para militares japoneses durante as décadas de 30 e 40. A maioria das vítimas diz ter sido seqüestrada e forçada a trabalhar nos bordéis.

Agencia Estado,

07 de março de 2007 | 11h49

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