Pyongyang desmantelará usinas nucleares a partir de novembro

Durante encontro entre negociadores nucleares, Coréia do Norte ressalta necessidade de ajuda energética

Efe,

29 de outubro de 2007 | 11h26

A Coréia do Norte começará a desmantelar suas três maiores instalações nucleares a partir de 1º de novembro dentro do acordo alcançado com os países do diálogo multilateral, informaram nesta segunda-feira, 29, fontes sul-coreanas citadas pela agência Kyodo.   O regime de Kim Jong-il fez este anúncio na reunião de dois dias iniciada pelo grupo de trabalho sobre ajudas energéticas à Coréia do Norte.   No encontro de caráter técnico, com a participação de EUA, Rússia, Japão, China e das duas Coréias e que ocorreu na zona desmilitarizada norte-coreana de Panmunjom, Pyongyang se comprometeu a desmantelar as três instalações principais do complexo nuclear de Yongbyon.   Estas infra-estruturas consistem no reator experimental de 5 megawatts, uma unidade de produção de combustível nuclear e uma planta de reciclagem desse combustível derivado do petróleo. Além disso, Pyongyang disse que declarará o conteúdo completo de seu programa nuclear antes do final do ano, em troca de ajuda energética, de acordo com o aprovado nas negociações multilaterais de 13 de fevereiro em Pequim.   Durante o encontro, a Coréia do Norte apresentou uma lista de pedidos na qual está o equipamento energético e a assistência técnica que quer em troca de sua desnuclearização. "Garanto a todos que farei o que puder para garantir o progresso de nossos esforços para a desnuclearização", disse o sul-coreano Lim Sung Nam, presidente do grupo de trabalho.   "O caminho que resta a percorrer pode estar cheio de buracos e ter mais altos e baixos do que o que transitamos até agora, porque discutiremos assuntos extremamente técnicos", acrescentou Lim.   A Coréia do Norte recebeu, recentemente, 50 mil toneladas de petróleo pesado da Coréia do Sul e uma quantidade semelhante da China em troca do fechamento das instalações nucleares, em julho. Pyongyang deve obter mais 900 mil toneladas de petróleo dos participantes das conversas multilaterais.

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