Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Pyongyang destaca cooperação em direitos humanos após primeira visita de enviado da ONU

Relatora especial das Nações Unidas esteve seis dias no país para fazer um relatório sobre a proteção dos direitos humanos, em especial o das pessoas com deficiência

O Estado de S.Paulo

10 Maio 2017 | 04h22

SEUL - O governo da Coreia do Norte ressaltou nesta quarta-feira, 10, a importância de um "diálogo genuíno" e da "cooperação internacional no âmbito dos direitos humanos". 

Essas declarações chegam depois da visita de seis dias (de 3 a 8 de maio) de uma relatora especial da ONU para a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas Aquilar, que foi ao país a convite do regime. Ela tornou-se a primeira especialista designada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas a visitar o país.  

"Acreditamos que o diálogo genuíno e a cooperação no campo dos direitos humanos internacionais são importantes", informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA, acrescentando que o país tem ratificado sua posição de respeito aos direitos humanos. 

O regime, no entanto, não reconhece os investigadores da ONU em matéria de direitos humanos. O país afirma que elas "estão baseadas em informação inventada de falsos testemunhos de desertores norte-coreanos". 

Durante sua estadia, a enviada da ONU reuniu-se com representantes de altos cargos da Coreia do Norte, como o ministro da Saúde, Kang Ha-guk, e visitou, entre outros lugares, o hospital infantil Okyu, em Pyongyang. Foi ainda a um centro de reabilitação de crianças com deficiência e a uma escola para crianças cegas no país. 

Espera-se que o relatório da visita seja apresentado no Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2018. 

A Coreia do Norte é considerada pela comunidade internacional uma nação que viola sistematicamente os direitos básicos de muitos de seus cidadãos. A crescente atividade militar norte-coreana - só em abril foram lançados três mísseis - levou o Conselho de Segurança da ONU a considerar novas nações contra o regime. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.