Pyongyang diz que não vai abrandar suas políticas

A Coreia do Norte advertiu o mundo nesta sexta-feira que não vai abrandar sua posição em relação ao governo da Coreia do Sul após a morte de Kim Jong Il. A poderosa Comissão de Defesa Nacional norte-coreana informou que o país nunca vai negociar com o presidente sul-coreano Lee Myung-bak, um conservador que interrompeu a política de ajuda para Coreia do Norte em 2008.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2011 | 10h13

A mensagem também dizia que a Coreia do Norte está unida ao redor de Kim Jong Un, referindo-se a ele pela primeira vez como o Grande Líder, título usado anteriormente por seu pai, numa clara mensagem sobre a continuidade das políticas do país.

"Nós declaramos solenemente e com confiança que os políticos insensatos de todo o mundo, dentre eles o grupo de fantoches da Coreia do Sul, que não devem esperar qualquer mudança de nossa parte", afirmou a Comissão de Defesa Nacional. "Nós nunca negociaremos com o grupo traidor de Lee Myung-bak."

Num tom de voz belicoso, a âncora da televisão estatal leu o comunicado da Comissão de Defesa Nacional afirmando que os "crimes perversos" do governo Lee chegaram ao ponto mais alto quando impediu que sul-coreanos visitassem a Coreia do Norte para homenagear Kim Jong Il, exceto por duas delegações lideraras por uma ex-primeira-dama e uma líder empresarial, cujos maridos tinham ligações com a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte disse que delegações estrangeiras oficiais não teriam permissão para entrar no país, mas que receberia qualquer sul-coreano que desejasse viajar para homenagear Kim.

O comunicado de Pyongyang é uma advertência para que Seul não considere a nova liderança mais branda, afirmou Koh Yu-hwan, especialista em Coreia do Norte da Universidade Dongguk, de Seul.

"E também eleva as apostas no caso de Seul desejar melhores relações, de forma que Pyongyang possa conseguir maiores concessões", durante negociações, disse Koh. Segundo ele, ainda é "muito cedo para dizer se o Norte está acabando com as esperanças de reformas".

Mas ao mesmo tempo em que criticou o líder sul-coreano,Pyongyang ofereceu uma certa esperança de melhora nas relações entre os dois países, dizendo que "vai continuar a promover o caminho para relações melhores".

Mas acrescentou que relações melhores não serão "baseadas em embustes que a Coreia do Sul tem empregado ao misturar ''resistência e flexibilidade''". As informações são da Associated Press.

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