Pyongyang enfrentará graves conseqüências com um novo teste, diz Rice

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta quinta-feira, em Seul, que a Coréia do Norte enfrentará "graves conseqüências" se fizer um segundo teste nuclear e ofereceu ao país asiático a oportunidade de voltar ao diálogo. Durante a passagem de Rice pelo país, sul-coreanos protestaram contra a secretária de Estado, e contra os testes da Coréia do Norte.Rice se reuniu com o ministro de Relações Exteriores sul-coreano e futuro secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para impulsionar as sanções que o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs à Coréia do Norte no sábado passado. A secretária americana completa a segunda etapa da viagem que a levou a Tóquio e que a levará a Pequim e a Moscou, como parte de um esforço diplomático que corre contra o relógio para fazer frente à crise gerada pelo teste nuclear norte-coreano.Ao final da reunião com a secretária de Estado americana, Ban disse que houve um consenso de que a Coréia do Norte enfrentará "conseqüências mais graves" se realizar um segundo teste nuclear."Um segundo teste nuclear pioraria a situação" de tensão atual, disse Ban.Assim como fez com o Japão, Rice reiterou que defenderá a Coréia do Sul no caso de um eventual ataque norte-coreano.A Coréia do Norte fez um teste nuclear no último dia 9 e ameaça realizar um novo teste caso os EUA continuem com a política de "hostilidade" em relação a Pyongyang.Apesar da advertência lançada contra a Coréia do Norte, reiterando assim a postura manifestada na véspera pelo próprio presidente americano, George W. Bush, Rice não fechou as portas para o entendimento."Os Estados Unidos deixaram o caminho do diálogo aberto para a Coréia do Norte", disse Rice.Ao lado do atual chanceler sul-coreano e novo secretário-geral da ONU, Rice reafirmou a "frente unida" formada pelos EUA e por seus aliados para aplicar as sanções impostas contra a Coréia do Norte.A secretária de Estado americana disse confiar nas medidas adotadas pela Coréia do Sul para impedir que Pyongyang faça contrabando de armas nucleares e tecnologia.Ainda nesta quinta-feira, Rice deve se reunir com Ban e o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, em Seul.Na sexta-feira, a chefe da diplomacia americana viajará à China para se reunir com as autoridades de Pequim, que foram elogiadas por Rice devido à atuação da secretária na crise gerada por Pyongyang.A China pressionou a Coréia do Norte e mostrou ao regime comunista que a realização do teste nuclear há dez dias não foi bem recebida em Pequim.Em Pyongyang, o conselheiro de Estado da China, Tang Jiaxuan, se reuniu com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, e enviou uma mensagem do presidente da China, Hu Jintao, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores chinês.Depois de sua passagem por Pequim, Rice viajará a Moscou, um dos poucos aliados que restam ao regime norte-coreano, onde pretende obter maior firmeza na aplicação das sanções à Coréia do Norte.

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