Pyongyang espera 'relações frutíferas' com governo japonês

Número dois do regime diz que postura com Tóquio dependerá da atitude do novo Executivo do Japão

Efe,

10 de setembro de 2009 | 08h39

O número dois do governo norte-coreano, Kim Yong-nam, apostou nesta quinta-feira, 10, por manter "relações frutíferas" com o futuro primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, e lembrou que dependerão da atitude do novo Executivo japonês. Em entrevista à agência japonesa Kyodo, Kim Yong-nam desmentiu que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, tenha escolhido seu terceiro filho para sucedê-lo no poder e assegurou que segue trabalhando com "abundante energia".

 

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"Em nosso país sequer houve discussões (sobre a sucessão)", assegurou o entrevistado em relação às informações dos serviços secretos sul-coreanos que apontavam a que Kim Jong-um, o filho mais jovem do líder norte-coreano, tinha sido designado para dirigir o regime comunista.

 

Quanto às relações com o Japão, Kim Yong-nam, presidente da Assembleia Popular Suprema da República Popular de Coreia, pediu que se respeitassem os acordos da histórica visita do então primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, a Pyongyang em 2002. Nele, ambos os países se comprometeram a normalizar as relações bilaterais e resolver litígios pendentes como o dos japoneses sequestrados pela Coreia do Norte ou as compensações que Pyongyang exige a Tóquio pelos anos de ocupação de seu território entre 1910 e 1945.

 

"Se o Japão respeita a declaração, emenda o infeliz passado baseado nela, por sua vez estabelece relações frutíferas em política, economia e cultura, isso satisfaria os desejos de assegurar a paz", disse Kim Yong-nam.

 

Esta é a primeira vez que um líder norte-coreano avalia a vitória do opositor Partido Democrático (PD) de Yukio Hatoyama nas eleições gerais do 30 de agosto que porão fim a mais de meio século do governos do conservador Partido Liberal-Democrata (PLD). O número dois do regime comunista disse que o primeiro-ministro em fim de mandato, Taro Aso, fez uma política "injusta" contra Coreia do Norte, o que em repetidas ocasiões tinha sido tachado por Pyongyang como "atitude hostil" de Tóquio.

 

Hatoyama advogou por manter uma postura dura com Pyongyang e continuar apoiando as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra seu desenvolvimento de mísseis e nuclear, depois do teste atômico norte-coreano do 25 de maio.

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