Pyongyang exige receber dinheiro para fechar reator

A Coréia do Norte exigiu nesta quarta-feira, 25, receber os US$ 25 milhões que os Estados Unidos desbloquearam de um banco de Macau como requisito para iniciar o fechamento de suas instalações nucleares.Pyongyang insiste que a solução do problema dos fundos no Banco Delta Asia de Macau depende não só do desbloqueio, mas também de sua transferência. O executivo-chefe norte-coreano na ONU, Kim Myung-kil, manteve a posição em uma entrevista à agência sul-coreana Yonhap."Ainda não há resultado para o problema do dinheiro norte-coreano em Macau", disse Kim. Ele destacou que para avançar nas negociações da desnuclearização os fundos deverão ser "transferidos".Os US$ 25 milhões do país comunista foram congelados durante 19 meses a pedido dos EUA, sob acusações de lavagem de dinheiro.Os fundos foram desbloqueados em 19 de março, mas ainda não foram transferidos devido a "problemas técnicos".Pelo acordo assinado em 13 de fevereiro, em conseqüência das conversas entre as duas Coréias, Rússia, China, Japão e EUA, o regime norte-coreano se comprometeu a fechar em 60 dias seu principal reator nuclear, Yongbyon, em troca de ajudas internacionais.O prazo terminou há duas semanas sem que a Coréia do Norte cumprisse seu compromisso de desarmamento nuclear.O diplomata norte-coreano afirmou que pelo acordo os EUA se encarregariam da transferência do dinheiro. Mas o governo americano considera solucionado o problema com o desbloqueio dos fundos.Coréia do SulO governo sul-coreano acredita que a questão da transferência dos fundos norte-coreanos está perto de ser resolvida."Nós acreditamos que o processo entrou em sua fase final", disse o ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Song Min-soon, em uma entrevista na quarta-feira, 24. Ele apontou também que é difícil prever uma data para que a disputa seja resolvida.Seus comentários aconteceram um dia após uma reunião entre oficiais americanos e diplomatas norte-coreanos em Nova York. O objetivo deste encontro foi pressionar a Coréia do Norte a implementar rapidamente o acordo de desarmamento firmado em fevereiro.

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