Pyongyang faz dois testes com mísseis

Horas depois do anúncio da morte de Kim Jong-il a Coreia do Norte realizou um teste de precisão com dois mísseis da classe Silkworm. O significado é político. A arma é conhecida, funciona bem no limite de 120 km carregada com ogivas de até 400 quilos de explosivo.

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h01

O arsenal estratégico da Coreia do Norte é seguro e segue os padrões internacionais - é o que garante o regime de Pyongyang desde o primeiro teste nuclear, feito em 2006.

As agências internacionais de controle não têm acesso ao sistema desde 1999.

Embora tenha cerca de 1.000 mísseis estocados, 200 deles do tipo Taepodong 2, com alcance entre 2 mil e, talvez, 3,5 mil quilômetros, a maior preocupação do ocidente é com as forças convencionas. São 1,6 milhão de combatentes, homens e mulheres. As reservas especiais, prontas para ação 72 horas após a mobilização somam 4,7 milhões.

O país destina para a Defesa 40% do PIB estimado em US$ 40 bilhões. Modernizou toda a frota de 3.500 tanques pesados, armados com canhões de 125 mm. Em 2009 recebeu um lote suplementar de 1,5 mil unidades fornecidas pela China. Ano passado a aviação anunciou negociações para a compra de 150 caças Su-30 russos.

A Coreia do Norte faz dinheiro com a sua própria indústria militar. Ao longo dos anos 80 e 90, vendeu a 400 mísseis, capazes de atingir alvos entre 75 e 450 quilômetros, para o Iraque, o Irã, a Síria, a Líbia, o Paquistão, o Sudão, o Iêmen e o Egito.

Faturou com isso US$ 650 milhões. Aplicou tudo no programa de desenvolvimento de armas de tecnologia avançada. O modelo mais antigo, Nodong-1, tem raio de ação de 1.500 km, armado com uma ogiva de 250 kg.

O mais recente, ainda em teste, é pouco conhecido. Poderia e chegar ao Alasca e ao Havaí. O Taepodong-3 mede 35,5 metros, tem três estágios, pesa 64 toneladas. O peso estimado das ogivas é de 800 quilos a 1 tonelada.

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