Pyongyang faz novas ameaças e exige fim de sanção da ONU

O governo da Coreia do Norte ameaçou ontem lançar um míssil balístico intercontinental ou realizar testes nucleares caso a ONU não se desculpe por ter condenado o lançamento de um suposto foguete norte-coreano no dia 5. Segundo a chancelaria da Coreia do Norte, o Conselho de Segurança da ONU deve "retirar todas resoluções discriminatórias e não razoáveis" ou o país "será levado a tomar medidas adicionais de autodefesa". O regime de Kim Jong-il diz que lançou um foguete para colocar um satélite de comunicação em órbita, mas a comunidade internacional o acusa de ter testado um míssil de longo alcance, com capacidade de atingir o Estado americano do Alasca. Como uma resolução da ONU de 2006 proíbe a Coreia do Norte de realizar testes balísticos, o Conselho de Segurança condenou formalmente o país e impôs sanções a três empresas norte-coreanas. O endurecimento da retórica belicista de Pyongyang demonstra uma piora nas relações diplomáticas do isolado regime comunista com o restante do mundo. Na declaração de ontem, Pyongyang também informou que pretende começar a produzir outro tipo de combustível nuclear se as Nações Unidas não levantarem as atuais sanções. Segundo observadores internacionais, a Coreia do Norte - que em 2006 conduziu seu primeiro teste atômico - possui plutônio suficiente para produzir pelo menos cinco bombas. Apesar de poder fabricar amas nucleares, acredita-se que a Coreia do Norte ainda não conseguiu desenvolver a tecnologia de miniaturização de ogivas para que elas caibam em seus projéteis. Os EUA condenaram a declaração de Pyongyang e a classificaram de "manobra". "Essas ameaças vão apenas isolar ainda mais a Coreia do Norte", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood. A chancelaria da Coreia do Sul informou que o governo ficou "seriamente preocupado" com as novas ameaças.

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