Pyongyang lança mísseis em desafio a Washington

A Coreia do Norte disparou ontem sete mísseis de sua costa leste, informou o governo sul-coreano. Os testes foram um claro desafio aos EUA, que ontem celebravam o Dia da Independência.O governo americano exortou ontem o regime de Pyongyang a não "agravar" ainda mais a situação. "A Coreia do Norte deveria abster-se de realizar ações que agravem a tensão e dedicar-se às conversações sobre sua desnuclearização e cumprir seus compromissos internacionais", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Karl Duckworth. "Estes lançamentos destacam a importância de aplicar tudo que está previsto nas resoluções da ONU", acrescentou.Os disparos, que ocorreram dois dias após a Coreia do Norte lançar quatro mísseis de curto alcance, devem aumentar a tensão na Península Coreana, após Pyongyang anunciar no mês passado que não considera mais válido o armistício assinado em 1953, suspendendo a guerra com a Coreia do Sul.A Rússia e a China pediram calma e disseram que todas as partes devem evitar medidas que possam desestabilizar a região.O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que os mísseis disparados ontem - de madrugada e à tarde - eram balísticos e provavelmente percorreram mais de 400 quilômetros. "Nosso Exército está pronto para contra-atacar qualquer ameaça ou provocação norte-coreana", disse o governo em um comunicado.Alguns militares citados pela agência sul-coreana Yonhap disseram que os mísseis disparados ontem aparentemente foram Scuds, que são considerados de curto alcance pelo Exército da Coreia do Sul. No entanto, a agência disse que poderiam ser mísseis Rodong, de médio alcance, que teriam sido disparados intencionalmente a uma distância menor do que são capazes.Os mísseis Scud têm um alcance de até 500 quilômetros e são capazes de atingir qualquer ponto na Coreia do Sul. Os Rodongs têm um alcance de até 1.300 quilômetros, o que faz com que grande parte do Japão seja ameaçada.A Coreia do Norte não tem autorização para disparar Scuds nem mísseis de médio e longo alcances, segundo várias resoluções da ONU, entre elas uma que foi aprovada após o teste nuclear de 25 de maio.

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