Host Broadcaster via REUTERS TV
Host Broadcaster via REUTERS TV

Pyongyang nega acesso de jornalistas de Seul no fechamento de base nuclear

Embora o regime tenha convidado oficialmente os veículos de imprensa da Coreia do Sul, a lista dos jornalistas sul-coreanos foi rejeitada na manhã desta terça-feira

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 04h53

SEUL - As autoridades da Coreia do Norte não permitirão que jornalistas sul-coreanos assistam o desmantelamento da sua base nuclear como estava previsto, em um novo gesto de ofensa contra Seul.

Embora o regime tenha convidado oficialmente os veículos de imprensa da Coreia do Sul junto com os da Rússia, Estados Unidos, Reino Unido e China, a lista dos jornalistas sul-coreanos foi rejeitada na manhã desta terça-feira, 22, segundo afirmou o Ministério da Unificação de Seul.

Membros de uma agência de notícias e uma rede de televisão sul-coreanas seguiram para Pequim, de onde hoje viajariam para a Coreia do Norte com o objetivo de assistir a cerimônia de desmantelamento do centro de testes nucleares, que acontecerá entre os dias 23 e 25.

+ Possível reunião entre Trump e Kim já tem moeda comemorativa 

O ministério sul-coreano lamentou, em comunicado, a decisão de Pyongyang, apesar de ter convidado previamente os jornalistas do país. Neste sentido, afirmou que o Governo reitera que a finalidade da declaração de Panmunjom assinada pelas duas Coreias, durante cúpula no final do mês passado, é "a cessação dos confrontos e hostilidades do passado".

O anúncio do fechamento da base de Punggye-ri chegou durante a cúpula intercoreana, quando Pyongyang se comprometeu em trabalhar para a "desnuclearização total" da península, depois de ter afirmado que interromperia seus testes armamentísticos.

+ Coreia do Norte ameaça suspender negociações se Seul e Washington não pararem exercícios militares

Pyongyang, que anunciou querer que o fechamento fosse divulgado com a presença de jornalistas estrangeiros, realizou seus seis testes nucleares subterrâneos em Punggye-ri, incluindo o último e mais potente, em setembro de 2017.

O cancelamento dos convites representa um novo capítulo de hostilidade, depois que na semana passada, Pyongyang suspendeu abruptamente uma reunião de alto nível com Seul, cujo governo acusou de realizar manobras militares conjuntas com os EUA que considera um teste para invadir seu território.

Em uma reviravolta na atmosfera de cordialidade e reaproximação, o regime de Kim Jong-un também afirmou que a realização da cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, está em perigo por conta das pressões da Casa Branca em torno do modelo de desnuclearização que querem impor à Coreia do Norte. O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, chegou hoje a Washington para se reunir com Trump, em uma tentativa de reconduzir a histórica cúpula com a Coreia do Norte prevista para o dia 12 de junho, em Cingapura.

No habitual tom de moderação construtiva do governo de Moon, o Ministério da Unificação afirmou nesta terça que apesar da Coreia do Norte barrar os jornalistas sul-coreanos, Seul seguirá trabalhando na cooperação com Pyongyang e na melhoria das relações dos EUA e Coreia do Norte. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.