AFP PHOTO / KOREA POOL / KOREA POOL / South Korea OUT
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Pyongyang pede que Seul abandone manobras militares com EUA para eliminar tensões

Artigo do jornal ‘Rodong Sinmun’ diz que os exercícios levam a região ‘para uma fase perigosa’ e a situação pode se tornar ‘imprevisível’

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2018 | 03h32
Atualizado 11 Janeiro 2018 | 10h00

SEUL - O regime da Coreia do Norte pediu nesta quinta-feira, 11, para a Coreia do Sul abandonar suas manobras militares com os EUA, já que considera que elas são "o fator principal" que alimenta a tensão na península coreana, elevando o risco de uma guerra.

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"Se as autoridades sul-coreanas realmente querem distensão e paz, elas devem parar todo tipo de ações militares", disse o jornal norte-coreano Rodong Sinmun. O artigo afirma que as manobras são o principal foco de tensão e levam a região "para uma fase perigosa", tornando a situação "imprevisível".

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A petição de Pyongyang é uma das reivindicações permanentes do regime a Seul. Espera-se que ela seja discutida novamente quando os dois países retomarem as negociações militares sob o acordo alcançado durante a histórica reunião realizada na terça-feira. As datas devem ser anunciadas por Seul ainda nesta semana.

A demanda da Coreia do Norte surge poucos dias depois que Seul e Washington concordaram em adiar suas manobras militares anuais até o fim dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, decisão que desencadeou um momento conciliador entre as duas Coreias.

"Antes de mais nada, devemos aliviar as graves tensões militares entre Norte e Sul e preparar um ambiente pacífico na península", disse o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no artigo.

O jornal estatal afirma que "a tensão militar leva a um círculo vicioso de confronto". Ele também insiste que sua supressão "e a eliminação do risco de guerra na península coreana é uma questão importante para a unificação das pessoas e do país", e precisam ser realizadas sem intervenção.

O Rodong Sinmun ainda atacou os EUA e assegurou que o país "está constantemente agravando" a situação com o objetivo de alcançar "sua ambição de supremacia mundial". / EFE

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