Pyongyang pode retomar negociação de acordo nuclear

A Coreia do Norte afirmou hoje que trabalhará com os Estados Unidos para resolver as diferenças entre os dois países. A declaração ocorre após conversas com um enviado do presidente dos EUA, Barack Obama, para a retomada das negociações internacionais sobre o programa nuclear de Pyongyang.

AE-AP, Agencia Estado

11 de dezembro de 2009 | 15h33

Foi a primeira reação da Coreia do Norte aos três dias de conversas com o enviado especial Stephen Bosworth, que chegou a Pequim hoje para falar com funcionários chineses sobre o tema. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou entender a necessidade da retomada das negociações nucleares em seis partes. A nação comunista abandonou o diálogo no ano passado e depois conduziu seu segundo teste nuclear.

Bosworth disse, ao deixar a Coreia do Norte, que os dois países chegaram a um "entendimento comum" sobre a necessidade de se retomar as negociações. A reação norte-coreana foi vista como positiva e gerou esperanças de que o estagnado processo para o desarmamento possa ser retomado.

As conversas envolvem as duas Coreias, Japão, EUA, Rússia e China. Pelo que estava sendo negociado, Pyongyang deveria abandonar seu programa nuclear em troca de um pacote de auxílio econômico, garantias de segurança e reconhecimento diplomático. Em Washington, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que, para um encontro preliminar, o resultado "foi bastante positivo".

A Coreia do Norte frequentemente acusa os EUA de tramarem um ataque ao país, e argumenta que precisa ter um arsenal para se defender. Washington nega qualquer intenção de atacar a nação asiática.

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