Pyongyang promete ação militar se Japão interceptar foguete

Coreia do Norte lança nesta semana suposto satélite de comunicação que poderia ser míssil intercontinental

Agências internacionais,

31 de março de 2009 | 07h50

A Coreia do Norte ameaçou nesta terça-feira, 31, responder com "os meios militares mais potentes" se o Japão chegar a interceptar o satélite que pretende lançar no início de abril, informou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

 

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O regime comunista norte-coreano advertiu que consideraria uma "nova invasão" a eventual interceptação de seu satélite por parte do Japão, ainda segundo a agência, por sua vez citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. "Nosso Exército arrastará sem piedade todos os meios interceptores com as armas militares mais potentes".

 

A Coreia do Norte diz que vai lançar o foguete entre os dias 4 e 8 de abril, e que seus estágios de propulsão cairão a leste e oeste do Japão. O foguete já está em sua plataforma de lançamento, na base de Musudan-ri (leste). Os EUA e seus aliados asiáticos acreditam que o foguete disfarce o teste com um míssil de longo alcance Taepodong-2, supostamente capaz de atingir o Alasca. A Coreia do Norte diz que seu objetivo é colocar um satélite de comunicações em órbita, como parte de um programa espacial pacífico e legal. Sanções da ONU por causa de testes anteriores proíbem Pyongyang de testar mísseis balísticos.

 

Dois destróieres norte-americanos capazes de monitorar e interceptar foguetes partiram da Coreia do Sul nesta segunda-feira, dias antes do esperado lançamento de um foguete pela Coreia do Norte. O USS McCain e o USS Chafee partiram do porto de Busan, segundo um porta-voz militar norte-americano. Não foi informado o destino das embarcações. Reportagens sul-coreanas, citando funcionários não identificados, afirmam que os navios dos EUA iriam monitorar o lançamento da Coreia do Norte.

 

No Japão, foram posicionados mísseis Patriot ao redor de Tóquio. Além disso, navios de combate foram enviados ao Mar do Japão, segundo funcionários locais. O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, encontrou-se no domingo com seu colega britânico, Gordon Brown. Ambos concordaram em enviar o caso ao Conselho de Segurança, caso Pyongyang realize o teste.

 

Um analista do site Global Security, Tim Brown, disse que não está claro se o teste será de um míssil balístico intercontinental Taepodong-2 ou de um foguete que levará um satélite.

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